Histórias do Parque

Amizades e bom humor de quem adotou a praça como extensão da própria casa

Conhecida pelo bom humor e facilidade para fazer amizades, a estilista e artista plástica Eva Maria Araújo é presença certa na pracinha do Parque del Sol aos fins de tarde, sempre acompanhada de sua cadela quase homônima, a poodle Ava. A senhora de sorriso largo e energia contagiante mudou-se para o condomínio Morada Sul há cinco anos, após o falecimento da mãe, e encontrou na região a tranquilidade e sociabilidade que buscava.

A rotina ao lado de Ava inclui caminhadas e cooper pela manhã e conversas no fim de tarde com novos e velhos conhecidos, muitos dos quais clientes da estilista. “Eu tenho freguesia aqui, conheço deus e o mundo. Aqui tanto é bom para idoso como para crianças, para quem mora só, para solteiros, para todos os públicos”, avalia.

Os amigos de Eva não são poucos. Ela conversa com Esmeralda, também moradora do Parque, mantém-se atenta ao movimento da praça, puxa conversa com donos de outros cachorros, estes companheiros de Ava no caminhar cotidiano pela Praça, conquista novos clientes e conhece com precisão a rotina do local onde escolheu viver. “Quase todo fim de semana tem aniversário aqui na praça”, diz Eva, referindo-se a um evento infantil que acontecia naquele momento.

Com estilo que ela define como “espalhafatoso”, Eva faz de suas caminhadas diárias uma espécie de pequeno ritual. Vaidosa, ela diz que não sai de casa sem passar batom e escolhe roupas com cores vivas e bem conectadas entre si. Ri-se de certo modo orgulhosa quando elogiam a roupa dela ou insinuam que a profissão que ela exerce decerto justifica o bom gosto da estilista. Nas horas vagas, ela ainda encontra tempo para pintar tecidos.

A escolha pelo Del Sol foi concretizada após longa peregrinação por outros bairros da cidade. Antes moradora da Água Fria, ela teve de se mudar após a venda do imóvel da família. A decisão de mudança ocorreu após uma amiga moradora do Parque auxiliar na busca por um apartamento disponível. “Desde o dia em que entrei aqui, eu decidi que só saio daqui quando Deus me levar, porque eu amo morar aqui”, salienta, aos risos, Eva Araújo.

Histórias relacionadas