Histórias do Parque

Eliane: A construção de um sonho na busca da própria identidade

De um sonho gestado há 15 anos com a pouca expectativa que convém acompanhar desejos que parecem distantes, Eliane Barbosa construiu uma jornada de realização pessoal e profissional. Antes de casar, incentivada por um anúncio imobiliário, ela foi conhecer o Parque del Sol ainda durante a fundação, quando os primeiros prédios estavam sendo erguidos. “Pensamos que, quando casássemos, gostaríamos de morar aqui. A gente queria a tranquilidade que vimos no meio de tanto verde. Era o lugar que gostaríamos para os nossos filhos”, conta Eliane.

Naquele momento, o desejo era apenas um sonho. Durante 14 anos, Eliane e o Parque del Sol cresceram. Muitos edifícios foram erguidos no espaço, um jardim aconchegante foi ambientando um ambiente que já era acolhedor. Eliane teve um filho e decidiu deixar a profissão de enfermeira para dedicar-se exclusivamente à singular tarefa de ser mãe.

“Fui mãe integral por sete anos”, conta. Com mais tempo em casa, Eliane foi descobrindo – assim mesmo, em um gerúndio lento – uma paixão pela gastronomia. Ela começou a fazer cursos em panificação para fazer bolos e pães para os aniversários do filho. Mas quando o menino começou a perguntar por que ela não trabalhava fora de casa, como as mães dos seus amigos, Eliane percebeu que já havia feito o suficiente pelo filho. Era hora de voltar a si e aos próprios sonhos. “Eu vi que tinha feito o meu papel de mãe e que estava na hora de tomar uma atitude. A mãe acaba perdendo um pouco a identidade, vira apenas mãe, então decidi retomar a minha”, ela diz.

Como não sentia mais prazer no ofício de enfermeira, Eliane resolveu aventurar-se na criação de bolos e pães. Os largos elogios dos amigos a estimularam a montar o próprio negócio. “Por que não? Pensei na ideia”, conta, bem-humorada. Um dia, enquanto passava pelos arredores do Parque del Sol com o marido, eles viram um espaço para alugar. “Meu marido disse logo que era um bom lugar e que ficaríamos mais próximos do nosso sonho de morar no Parque”, lembra Eliane.

Foram cinco meses para transformar a ideia da padaria em realidade. O espaço foi ganhando luzes mais amenas, sofás estofados, cadeiras de ferro com arabescos delicados, azulejos e cores fortes em algumas paredes. Os tons em vermelho e bege completavam o ambiente moderno e, ao mesmo tempo, acolhedor. “Já fizemos tudo isso pensando no público do Parque, porque ainda não tinha um lugar assim por aqui. Tanto que escolhemos o nome ‘Empório del Pão’ em uma referência ao ‘Parque del Sol’”, explica.

Um ano depois da inauguração, a padaria se tornou referência para o Parque. De 6h da manhã às 21h30 da noite, Eliane costuma receber amigos e clientes para lanches, compras, almoços ou jantares. Senta nas mesas para conversar, faz companhia a quem lhe procura, mas não se desliga das delícias que prepara da cozinha. Apesar de prazeroso, o trabalho lhe tomava muito tempo. Era preciso estar próxima do filho e de casa. “Sentimos essa necessidade de estar mais perto do nosso negócio. Quando surgiu a oportunidade, nós compramos o nosso imóvel e conseguimos enfim realizar aquele nosso sonho de vir para o Parque. Morar aqui é melhor do que eu esperava”.

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