Histórias do Parque

“Fortaleza precisa de mais espaços verdes”, avalia arquiteto

O arquiteto Dante Gadelha mudou-se para o edifício Portal de Málaga há um ano, após o casamento. A ideia de morar no Parque del Sol partiu da esposa, Ticiana Abreu, que já morava na Cidade dos Funcionários e pretendia continuar vivendo na região. “E a gente já gostava do Parque del Sol”, diz Dante. Na opinião do arquiteto, a cidade de Fortaleza carece de mais espaços verdes integrados à área urbana, como o projetado no Parque del Sol.

O arquiteto explica que, na capital cearense, muitas áreas verdes são pouco aproveitadas, o contrário do que ocorre no Parque del Sol. “É interessante porque aquela região é fruto de um loteamento com área verde. São feitos muitos loteamentos em Fortaleza, mas sem área verde. Nesse caso, eles utilizaram bem um espaço verde (no Parque del Sol)”, analisa.

Dante Gadelha complementa que a parceria público-privada (PPP) que mantém o parque também é um ponto positivo para garantir a continuidade do espaço. “Essa parceria entre público e privado acabou funcionando”, pontua. “A cidade é carente de espaços públicos verdes”, justifica.

Hoje, apesar de trabalharem distante da residência, os recém-casados tentam organizar parte da rotina nas redondezas de casa. “A coisa boa é o lazer em si que o parque propicia, a possibilidade de caminhar, correr, usar o restaurante. É um lugar agradável de se amanhecer e de estar no fim do dia, quando chegamos do trabalho”, aponta Dante, acrescentando que ele e a esposa costumam fazer compras na Boutique de La Fruta e também frequentam a Igreja da Glória.

Segundo o arquiteto, ele e Ticiana têm planos de continuar morando no parque, explicando o bom custo-benefício da região. “É um local em que o metro quadrado não é tão caro como em outras áreas da cidade e, de modo geral, tem uma boa infraestrutura”, analisa.

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