Histórias do Parque

Passeios em família no Parque del Sol aplacam a saudade da terra natal

Há dois anos, a cearense Georgia Nery trocou a residência no Ceará por uma nova vida em Alagoas para acompanhar o marido, que acabara de passar em um concurso público. A saudade da terrinha onde ela diz ter deixado “as melhores memórias” de tempos em tempos é interrompida quando ela decide visitar a mãe, dona Salete, que hoje mora no Parque del Sol, em Fortaleza.

Nas semanas que passa ao lado da mãe, ela desce todos os dias para caminhar na pracinha do Parque e carrega os dois sobrinhos a tiracolo: Guilherme e Sofia. Ela explica que o irmão mora em outro bairro da cidade, mas todos os dias leva os filhos para brincar no Parque del Sol e visitar a avó, que hoje mora com outro neto mais velho.

Dona Salete mudou-se há pouco tempo para o Parque del Sol. Em busca de mais segurança e comodidade, ela trocou uma casa na Cidade dos Funcionários por um apartamento no condomínio residencial. No início, houve a resistência em deixar o antigo lar, mas, hoje, ela já está totalmente adaptada. “Antes ela não queria trocar casa por apartamento, mas agora ela diz que não quer mais ir embora é daqui”, aponta a filha, aos risos.

Inicialmente, a mudança para o Parque del Sol foi ideia dos filhos. Longe do ninho da mãe, eles buscaram um novo lar onde a matriarca se sentisse segura. “A gente andou pelas redondezas e viu que era o melhor lugar para a nossa mãe morar. E ela está adorando. Ela desce a hora que quer, pode andar por aqui, não se sente amedrontada”, detalha Georgia, explicando que já ia ao Parque passear com a família muito antes de a mãe se mudar para lá.

Entre um cuidado e outro com a sobrinha caçula, Georgia já revela, antes de retornar para Alagoas, uma saudade antecipada da cidade onde viveu a infância e juventude. “Se ela não morasse aqui (no Parque del Sol), eu não viveria tranquila lá (em Alagoas) não. Se eu pudesse morar em Fortaleza, eu moraria aqui com certeza”, garante. “Aqui (em Fortaleza) estão minhas melhores memórias”, conclui.

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