Histórias do Parque

A vida de uma família inteira no Parque

É impossível que o comerciante Márcio Fonteles Pinheiro passe despercebido durante a mais rotineira caminhada pela área comum do Parque del Sol, onde ele mora. Seja durante as corridas diárias na pracinha ou mesmo enquanto joga conversa fora nas proximidades do stand da construtora Porto Freire, há sempre alguém a lhe dirigir um educado cumprimento ou iniciar uma conversa que envolva uma carona aos filhos para alguma atividade em outros bairros. Para Márcio, não há muita dificuldade em conseguir um favor desse tipo, já que 17 pessoas da família dele moram nos condomínios do Parque.

O primeiro a mudar para o local foi um irmão. “Ele casou e veio morar no condomínio Cervantes”, conta Márcio. Das visitas esporádicas, veio o desejo de também morar por ali. A qualidade de vida e a proposta de comunidade que envolvia o Parque chamaram a atenção de Márcio. “Você morar em meio a condomínios independentes dentro de um parque traz tranquilidade e comodidade que são diferenciais”, ele diz.

Já se passaram 12 anos depois que a família Urbano foi chegando – assim mesmo, no gerúndio. Nos condomínios que circundam uma considerável área verde, irmãos, pais e tios se mudaram aos poucos em busca de uma proximidade que não lhes fizesse perder a individualidade. Embora morem tão perto e convivam diariamente na área comum do Parque, cada um tem o seu próprio espaço. Ao todo, eles ocupam dois apartamentos no condomínio Cervantes, um no Córdoba, um no Astúrias, um no Málaga e um no Montserrat. “Das irmãs da minha mãe, só uma ainda não veio morar aqui. Mas de vez em quando ela vem visitar, então quem sabe um dia, né?”, diz Márcio, rindo.

Quando se mudou para o Parque del Sol, há 11 anos, Márcio tinha uma filha de três anos e dois filhinhos ainda bebês. “Eles todos evoluíram aqui. Quando chegamos, andavam com a gente num carrinho pequeno. Mais adiante, passaram a pinotar ou a andar de bicicleta por aqui. Hoje praticamos esporte junto. Um filho corre comigo, o outro anda de bicicleta enquanto a gente corre. Essa interação é muito gostosa”, ele conta.

A área interna de lazer do condomínio Córdoba é vasta, mas isso não afasta a família Urbano dos espaços comuns do Parque. Dessas relações no espaço comum, surgiram também novas oportunidades de negócios. Proprietário da Madeireira Urbano, Márcio já perdeu as contas de quantos móveis projetou para novos moradores do Parque. “A nossa relação com o parque virou uma via de mão dupla. Aqui, tenho amigos e clientes. Vivo em uma comunidade. Aqui é a minha casa, o meu trabalho. Esse encanto entre o viver e o lazer é o que enriquece a nossa moradia. A graça daqui é essa interação. É você estar em uma área de maior espaço e compartilhar com outras pessoas a atividade de trabalho, o lazer e até o abraçar. A interação aqui fora é diferente da que existe dentro dos condomínios”, finaliza.

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